sexta-feira, 18 de maio de 2012

Fique fria

Tanto tempo sem escrever que já nem lembro como faz. (falando sério, o windows live writer tá até desinstalado).

Tem alguma coisa fora do lugar. Eu tenho certeza que tem alguma coisa fora do lugar, e que provavelmente tem uma explicação cósmica (porque não?), tipo a era de Aquarius ou algo do gênero. No fim do ano passado, início deste ano passou um tsunami e parece que todo mundo resolveu trocar de par (ou ficar sem par). Casais brigaram, acabaram, decidiram que não ia dar certo e como um vírus isto foi se espalhando entre os meus círculos de amizade. Alguns resistiram, outros sucumbiram (como exemplo moi). Agora parece que outra onda chegou: com quem quer que eu fale estão todos pensando em trocar de trabalho, em abrir um negócio, em mudar.
Mudar é necessário, e muitas vezes faz bem mas queria entender porque todo mundo sente o mesmo ao mesmo tempo? Isto vai além do que eu possa entender.

Se tem uma coisa que estes momentos difíceis de mudança (porque que graça teria se fosse fácil) faz é aproximar os amigos. E se eu posso dar um único conselho sobre fins de relacionamento seria este: escute suas amigas! Elas só querem o seu bem, tem empatia por você, conseguem ver tudo de fora e por isto são mais fortes. E, a não ser que não sejam amigas de verdade (tipo as que rondam o seu ex-namorado*), os conselhos delas valem a pena ser escutados. E se eu pudesse dar um segundo conselho seria: fique fria. E para dar um conselho para quem está entrando em um relacionamento: não mude. Não mude para agradar o outro, não tente mimetizar. Você vai sair frustrada! Seja o seu melhor, mas não vá contra a sua natureza. Seja você (e na minha cabeça ecoa a voz do Herbert Vianna "seja você, seja só você).
Tem ainda a questão do right after, que é tipo o aperitivo pós fim de namoro e que quase sempre não resulta em nada, mas é como um ritual, tipo ponto final. Mas cuidado: se for bom demais é carência, se for ruim você vai pensar no ex e você não quer isto! (Momento de cautela para quem não tem alma de Samanta (SATC) e não sabe se relacionar como homem!) Saiba escolher mas não seja muito seletiva: lembra que não vai dar em nada mesmo.


E vamos lá, tenhamos confiança em nós mesmas e na vida.



Minhas palavras parecem ser contraditórias, mas são palavras sinceras de amiga para amiga.
(e obrigada as minhas amigas sinceras, *as não tão amigas -sim, você!- VTF. e se você é meu ex namorado, que que tá fuçando aqui!? Sai do meu blog! -mas espero que nem chegue a ver este recado, sinceramente).

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O ano sem carnaval



Eu nunca tinha pulado carnaval. Fingia que era descolada demais pra isso. Acreditava que não sobreviveria a uma multidão de foliões. A verdade é que eu nunca tinha considerado fazer parte desta festa profana. E então eu cedi. Meu primo Leo (beijo, Leo!) me convidou e eu fui passar o carnaval no Rio.
E me apaixonei por esta festa popular, pelos bloquinhos na rua, por toda aquela confusão. E me apaixonei por uma pessoa também. E o carnaval se tornou um bem necessário na minha vida. O que eu queria era cantar marchinha atrás do bloco, no meio da multidão, enfrentar longas caminhadas, filas nos banheiros, e a falta de taxis nas ruas, mas tudo fazia parte da folia. E dois carnavais se passaram, e dois carnavais eu fui, não pra avenida, mas pro carnaval de rua, que ganhou de vez meu coração.
Mas este ano não tem carnaval. Ou melhor, tem, só que não farei parte. Este ano fechei para balanço, o dever me chama.

Agora só no próximo carnaval.
(enquanto isto vou ignorar todas notícias sobre o carnaval)


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Terapia … (parte 2)

 

Aí a pessoa vai na maldita bendita terapia. Analisa tudo, disseca tudo. Pensa, pensa e pensa novamente. Avalia, pondera. E enfim acha que encontrou a resposta, que já está tudo definido, decidido. E vem (a vida e muda todas as perguntas – achou que eu ia dizer isso, hein!) os sonhos, nosso subconsiente, que berra na nossa cara que não vai ser tão fácil, que as respostas nunca são certezas, e que pode não dar certo.

Enfim, pode não dar certo.

(Subconsciente: i hate you!)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Terapia … ruim com ela, pior sem ela.


Duas semanas de folga da terapia e posso dizer: ela está arruinando a minha vida. Tanto quando tenho terapia quanto quando não tenho. A terapia muda a gente, muda o jeito de pensar. Começamos a analisar tudo. Tudo. Tudo mesmo, porque ninguém vai só se analisar, né, analisar o outro é bem divertido.
Mas que fazer os com tanta analise, com tanta racionalidade?
Por mais que se viva melhor com terapia, analise, and all this shit, estou sentindo falta de sentir as coisas e não de pensar  sobre elas. Evita alguns desarcertos, algumas mancadas, alguns cabelos arrancados, mas será que vale a pena viver assim?
Os conselhos das amigas podem não ser tão eficientes, mas são sinceros. Vem das experiências delas e da esperança que possam nos ajudar. Gosto de ouvir as amigas, ainda que não sejam terapeutas ou psicanalistas. Elas são amigas.

...

(sim, Lygia, eu vou na terapia hoje ...)

sábado, 5 de novembro de 2011

Presente

(tenho a leve impressão que eu já escrevi isto antes mas estou me sentindo como uma criança quando os pais viajam)

Ando colada nos meus pais. Cada dia mais quero passar mais tempo com eles, falar com eles e estar com eles.  É porque eu não preciso estar com eles que estar com eles se torna tão mais interessantes. Ou talvez seja porque eu não sou mais tão dependente deles que depender deles já não tem importância. 

(não é porque eles estão viajando e eu estou morrendo de saudade, imagina!)

A verdade é que outro dia me peguei calculando quantos anos meus pais vão ter quando eu tiver filhos. A equação não é tão simples. Meus pais foram pais tardiamente (com quase 40 anos) e eu, por mais que tente me enganar, tenho séria tendência a seguir o exemplo deles (Chandler feelings). Mas qual o problema desta matemática? Eu quero muito dar aos meus filhos o que minha mãe me deu: um avô fantástico que marcou a minha vida. E minha mãe herdou do meu vô este jeito Maldonado de ser. Tenho medo de não conseguir sozinha passar esta herança pros meus rebentos, e é por isto que no fim das contas eu deveria ser mãe mais ou menos agora (o que não vai acontecer).

De qualquer forma, tendo convivido 21 anos com meu avô eu aprendi que temos que viver agora e aproveitar nossos pais e avós agora. Depois pode ser tarde demais. 

E então, aquela frase que o Pirecco escreveu no nosso quadro (sem nenhuma influência nossa) cai como uma luva: the present is the only thing that has no end. 


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Saudades de mim

 

Estou com saudades de mim. Saudades dos meus sonhos, da minha vida, do meu amor próprio. Parece que a vida tomou um rumo, e eu fui levando e sendo levada sem parar para pensar. Sem mapa, sem bússola, ao Deus dará. Às vezes não se preocupar, deixar a vida rolar, deixar viver é bom. Mas será que nos leva onde queríamos chegar?

Sonhos mais realistas (ou mais pessimistas), asas cortadas e a sensação que não se tem controle da vida. Inevitável, mas triste. Sonhar é tão bom. Sonhar alto é tão bom.

Mas a vida real, a vida adulta nem sempre é tão boa como sonhamos. E cade aquela segurança toda que eu achava que sentiria? E começamos a almejar sonhos mais prováveis, mais palpáveis. O tombo é menor, mas o pulo também.

Saudades de não ser adulta. Saudades de mim.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Preconceito e eufenismo

 

Eu não sei se sou só eu, mas tem duas coisas que me incomodam muito (mas muitooo mesmo, porque incomodar pouco é bem fácil): gente mal educada e gente preconceituosa.

Sério, eu não aguento gente que abre a janela do carro e joga lixo pra fora, e bituca de cigarro na areia da praia. E disso eu já falei aqui e aqui.

Me oncomoda muito o preconceito. Pessoal falando de homossexuais com generalizações do tipo “todo bombado é bicha” e coisas do gênero me irritam. Sim, eu posso estar pecando, e fazer um comentário do tipo “que bichisse é essa!” se algum amigo homem ficar com medo de barata". Só que generalizações em geral não dâo certo.

Só que o que me irrita mesmo é o eufenismo que vela o racismo. Chamar um negro de moreno pra mim é o maior preconceito. Acaso moreno é melhor que negro? E alias, são sinônimos? Pra mim não são! Se me disserem “é um moreno” vou imaginar alguém de cabelo escuro, não de pele negra.

Pior é usar o “moreno” pra descrever um negro, mas soltar pérolas como “olha essa morenada toda!” “como aqui tem moreno” – e estar se referindo aos negros.

Que me perdõe a cartilha do politicamente correto mas chamar alguém de afro-decedente não é natural para mim. Nem de preto, crioulo, ou coisa que o valha. Mas vamos liberar o “negro” sem preconceito? Afinal, é raça não é cor. E o preconceito não está na denominação, nem na forma como se descreve uma pessoa, mas sim no que se pensa sobre ela, nos pré-julgamentos que se faz.

A melhor forma de descobrir os preconceitos que tem é se colocar em situações hipotéticas: e se meu filho fosse gay? E se minha filha quisesse casar com um negro? E lembrar que o “homem mais poderoso do mundo dos USA” é negro.

Quer um conselho? Vai assistir Adivinhe Quem Vem para Jantar. (detalhe, a personagem principal se chama Joanna (; )

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O exercício de se colocar no lugar do outro.

 

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É muito fácil julgar as situações de fora. Sempre foi, e sempre vai ser.

Mas existe uma coisa muito simples de ser feita e que talvez evitasse alguns problemas e desavenças. Se colocar no lugar do outro. Mas se colocar mesmo, com a cabeça do outro, não com a sua cabeça, suas experiências, seu temperamento. Como eu me comportaria se fosse fulano, e se esta situação fosse comigo? Aí você vai descobrir coisas que você fez, faz ou faria, que você não gostaria que fizessem com você…

Pois é? Mudou de perspectiva tudo, não?

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Bullying e kit-anti-homofobia

 

Que me perdoem os educadores, mas este alvoroço todo é mesmo necessário? Claro que tem muita maldade nas escolas, que deve ser horrível ser aquele que todo mundo incomoda na classe, mas todos sofrem um pouquinho na infância e eu acho isto normal. (fora extremos, né, também acho maldade quando o alvo é sempre o mesmo).

A verdade é a seguinte: adianta tapa o sol com a peneira? Tudo bem, é feio chamar a menina de gorda, o menino de burro e etc e tal. Mas a verdade é que os comentários maldosos vão aparecer mais cedo ou mais tarde, e fortalecer o espírito é necessário.

Imagina depois o marmajão, que nunca implicaram com ele, que nunca falaram que era burro e que de repente se ve incapaz de passar num vestibular. Não era melhor que isto fosse reconhecido antes (pelos outros e pelos próprios) para que chegasse ao ponto que o dito cujo quisesse um reforço de matemática pra não pagar de burrão da turma?

Adianta a menina que sempre foi a gordinha, não se ver como tal, já que ninguém podia dizer isto na frente dela, e depois sofrer por não arrumar namorado, e não reconhecer a razão disto?

Pode ser maldade minha, e acho muito bonito o papo de se aceitar e tal. Mas não seria melhor se esforçar para melhorar? Ou vamos nivelar por baixo, deixar tudo por isto mesmo? O mundo fora das escolas (e nas escolas) é muito competitivo, e é na infância e adolescência que se ensaia pra vida.

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Ei ei ei! Em que mundo estamos que precisamos de um kit-anti-homofobia para tirar o preconceito da (futura) sociedade? Sou super contra a homofobia, mas sou ainda mais contra (tá, talvez não mais, mas igualmente contra) exibir coisas que criança não entende para criança.

Ensinar não é tarefa para os pais? Ou será que o problema é a homofobia dos pais? E a perpetuação da mesma? Se liga, homofobia não é genético, e a sociedade se adapta naturalmente. Ou não?

Tá, talvez não porque existe aquela diferença entre mulheres jovens com ensino superior de capitais e mulheres mais velhas semi-analfabetas do interior. Ainda assim eu não gostaria que expusessem meus (futuros) filhos ao que alguém inventou que é um kit-anti-homofobia. Cada pai decide como introduzir isto na vida dos filhos. E francamente, as próximas gerações estarão ainda mais exposta que a nossa e a dos nossos pais e encararão com mais naturalidade que nossos pais e nossos avós.

O problema não é a cabeça das crianças, é a cabeça dos adultos que os cercam. Porque não passam este filme pros adultos, hein? Para ensinar os adultos a lidar com estas questões e a educar seus filhos?

Os meus (futuros)filhos, tenho certeza que encararão isto com naturalidade, ao seu tempo, sem filmezinho forçação.

 

Sem querer polemizar, mas já polemizando…

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Hello, Stranger!


É estranho (para não dizer triste) quando nos damos conta que aquela pessoa já não é mais como lembrávamos. Não que mudar seja algo ruim, pelo contrário! Mudar é bom e necessário. Só que quando não acompanhamos esta mudança de perto, quando a última lembrança é bem anterior, de repente nos vemos frente à frente com um stranger!
Hello, stranger! It’s nice to meet you (again). Só que esta pessoa tamém não nos viu mudar, não nos viu evoluir (ou involuir) e já não entende as piadas de primeira, já não está acostumada com o nosso jeito de ser.. E a gente fica assim, cheia de dedos,sem saber se o outro está nos entendendo ou não.
Hello, stranger, it’s nice to (finally) meet you! Porque por mais estranho que seja, este stranger mora no lado esquerdo do peito. Mesmo que tenhamos que nos (re)conhecer outra vez.